terça-feira, 5 de maio de 2015

Pequena guerreira

Elizangela De Bona

Com apenas um ano e dois meses, Isabelly já passou por mais de 10 internações. O valor das consultas com especialistas e dos medicamentos ultrapassa a renda da família, por isso, a pequena conta com a sua solidariedade.

Foto: Ana Maria Schutz Godinho Silva/Cidade Notícias
A pequena Isabelly De Bona Silva tem apenas um ano e dois meses, mas já sabe muito bem o significado da palavra luta. A irmãzinha mais nova do Marcello, de 3 anos, e do Cauã, de 8, filha da Elizangela De Bona e do Anderson Medeiros da Silva, já passou por mais de 10 internações.

De acordo com a mãe da pequena, sua gestação já foi complicada. “Tive que me afastar do trabalho, fiquei encostada a gravidez toda praticamente. Tive descolamento de placenta, anemia e varizes no útero”, comenta. “Quando completei 35 semanas tive uma hemorragia bem forte e a Isa nasceu”, lembra Elizangela.

Assim que nasceu, com 45,5 cm e 2,565 kg, Isabelly foi direto para a UTI neonatal, onde permaneceu por 12 dias no oxigênio. Passado esse período, a menina foi diagnosticada com pneumonia congênita. A pequena só foi para casa com 19 dias. “Ela gritava noite e dia sem parar, e foi assim até os dois meses. Levei em três pediatras diferentes e nada adiantava”, recorda a mãe.

Com dois meses veio a segunda internação e, enfim, um diagnóstico mais preciso: alergia a proteína do leite de vaca. Com o leite da mãe já no fim, foi necessária uma fórmula especial de leite, o Pregomin. Foi aí que a situação financeira da família, que já não estava boa, ficou ainda pior. Isabelly consumia 12 latas do leite no mês, e cada lata custava R$ 108.

Aos quatro meses, vieram a terceira e a quarta internação seguidas. “Nessa época ela estacionou no peso. Aos seis meses ainda estava com 5 kg”, comenta Elizangela. Com oito meses, mais quatro internações seguidas em menos de um mês. Foi aí que a menina foi encaminhada a um especialista em imunidade, em Criciúma. Lá, outra doença foi descoberta: a imunodeficiência humoral, que faz com que o organismo da pequena fique com poucas defesas.

Depois disso, Isabelly ainda foi encaminhada para um especialista em pneumonia e, em seguida, para o Hospital Infantil, com suspeita de fibrose cística. “A Isa ficou internada de novo, mais 12 dias. Durante esses dias uma bateria de exames foi feita, onde descobriram que, além do leite e seus derivados, ela reage também a ovo, carne vermelha e corantes. Então indicaram outra fórmula de leite, o Neocate”, explica a mãe. Segundo Elizangela, cada lata do leite custa R$ 190, porém, este ela conseguiu recentemente na justiça.

Um pouco antes de completar um ano, mais uma internação e, recentemente, outra. “É muito dolorido para mim, como mãe, ver ela tão pequena e já passando por toda essa luta. Me sinto impotente e, às vezes, até fracassada como mãe, porque por mais que eu cuide e evite que ela tenha contato com pessoas doentes, ela sempre acaba atraindo algum vírus por causa da baixa imunidade. É difícil também ter que deixar meus outros dois filhos com outras pessoas. Meu coração fica apertado”, lamenta a mãe.

Foto: Ana Maria Schutz Godinho Silva/Cidade Notícias
Redes sociais: um canal solidário

Depois de muita luta e com a situação financeira prejudicada, a mãe, Elizangela De Bona, decidiu contar com a solidariedade das pessoas e divulgou nas redes sociais a situação de sua família. Não demorou muito para começar a receber doações. “Ganhei alguns pacotes de fraldas, leite e roupas”, afirma a mãe.

E é assim, com a ajuda das pessoas, que a família tem conseguido dar continuidade ao tratamento de Isabelly. “Agradeço a todos que já nos ajudaram, especialmente o vereador Jairo Borges e a advogada Ivia Altoff, que conseguiram o leite da minha filha”.

Quer ajudar?

Isabelly e sua família continuam precisando da sua solidariedade. De acordo com a mãe da menina, Elizangela De Bona, a renda da família gira em torno de R$ 1300, enquanto os gastos com exames e medicamentos chegam a, aproximadamente, R$ 1600.

Atualmente, a menina faz acompanhamento com diversos especialistas e a maioria das consultas e exames, assim como os medicamentos necessários para o tratamento, são pagos. “Toda ajuda é bem-vinda. Precisamos de fraldas, leite para os meninos, roupas, frutas, verduras, enfim, de tudo um pouco”, afirma a mãe.

Se você pode e quer ajudar, entre em contato com a mãe, Elizangela De Bona, através do 9697 0518. Você pode ainda fazer um depósito:
Anderson Medeiros da Silva
Bradesco
Agência 6214-6
Conta 1549-0


Matéria publicada em abril de 2015, no jornal Cidade Notícias.

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