Elizangela De Bona
Com apenas um ano e dois
meses, Isabelly já passou por mais de 10 internações. O valor das consultas com
especialistas e dos medicamentos ultrapassa a renda da família, por isso, a
pequena conta com a sua solidariedade.
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| Foto: Ana Maria Schutz Godinho Silva/Cidade Notícias |
A pequena Isabelly De Bona Silva tem apenas um ano e dois meses, mas já
sabe muito bem o significado da palavra luta. A irmãzinha mais nova do
Marcello, de 3 anos, e do Cauã, de 8, filha da Elizangela De Bona e do Anderson
Medeiros da Silva, já passou por mais de 10 internações.
De acordo com a mãe da pequena, sua gestação já foi complicada. “Tive
que me afastar do trabalho, fiquei encostada a gravidez toda praticamente. Tive
descolamento de placenta, anemia e varizes no útero”, comenta. “Quando
completei 35 semanas tive uma hemorragia bem forte e a Isa nasceu”, lembra
Elizangela.
Assim que nasceu, com 45,5 cm e 2,565 kg, Isabelly foi direto para a UTI
neonatal, onde permaneceu por 12 dias no oxigênio. Passado esse período, a
menina foi diagnosticada com pneumonia congênita. A pequena só foi para casa
com 19 dias. “Ela gritava noite e dia sem parar, e foi assim até os dois meses.
Levei em três pediatras diferentes e nada adiantava”, recorda a mãe.
Com dois meses veio a segunda internação e, enfim, um diagnóstico mais
preciso: alergia a proteína do leite de vaca. Com o leite da mãe já no fim, foi
necessária uma fórmula especial de leite, o Pregomin. Foi aí que a situação financeira
da família, que já não estava boa, ficou ainda pior. Isabelly consumia 12 latas
do leite no mês, e cada lata custava R$ 108.
Aos quatro meses, vieram a terceira e a quarta internação seguidas.
“Nessa época ela estacionou no peso. Aos seis meses ainda estava com 5 kg”,
comenta Elizangela. Com oito meses, mais quatro internações seguidas em menos
de um mês. Foi aí que a menina foi encaminhada a um especialista em imunidade,
em Criciúma. Lá, outra doença foi descoberta: a imunodeficiência humoral, que
faz com que o organismo da pequena fique com poucas defesas.
Depois disso, Isabelly ainda foi encaminhada para um especialista em
pneumonia e, em seguida, para o Hospital Infantil, com suspeita de fibrose cística.
“A Isa ficou internada de novo, mais 12 dias. Durante esses dias uma bateria de
exames foi feita, onde descobriram que, além do leite e seus derivados, ela
reage também a ovo, carne vermelha e corantes. Então indicaram outra fórmula de
leite, o Neocate”, explica a mãe. Segundo Elizangela, cada lata do leite custa
R$ 190, porém, este ela conseguiu recentemente na justiça.
Um pouco antes de completar um ano, mais uma internação e, recentemente,
outra. “É muito dolorido para mim, como mãe, ver ela tão pequena e já passando
por toda essa luta. Me sinto impotente e, às vezes, até fracassada como mãe,
porque por mais que eu cuide e evite que ela tenha contato com pessoas doentes,
ela sempre acaba atraindo algum vírus por causa da baixa imunidade. É difícil também
ter que deixar meus outros dois filhos com outras pessoas. Meu coração fica
apertado”, lamenta a mãe.
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| Foto: Ana Maria Schutz Godinho Silva/Cidade Notícias |
Redes sociais: um canal
solidário
Depois de muita luta e com a situação financeira prejudicada, a mãe,
Elizangela De Bona, decidiu contar com a solidariedade das pessoas e divulgou
nas redes sociais a situação de sua família. Não demorou muito para começar a
receber doações. “Ganhei alguns pacotes de fraldas, leite e roupas”, afirma a
mãe.
E é assim, com a ajuda das pessoas, que a família tem conseguido dar
continuidade ao tratamento de Isabelly. “Agradeço a todos que já nos ajudaram, especialmente
o vereador Jairo Borges e a advogada Ivia Altoff, que conseguiram o leite da
minha filha”.
Quer ajudar?
Isabelly e sua família continuam precisando da sua solidariedade. De
acordo com a mãe da menina, Elizangela De Bona, a renda da família gira em
torno de R$ 1300, enquanto os gastos com exames e medicamentos chegam a,
aproximadamente, R$ 1600.
Atualmente, a menina faz acompanhamento com diversos especialistas e a
maioria das consultas e exames, assim como os medicamentos necessários para o
tratamento, são pagos. “Toda ajuda é bem-vinda. Precisamos de fraldas, leite
para os meninos, roupas, frutas, verduras, enfim, de tudo um pouco”, afirma a
mãe.
Se você pode e quer ajudar, entre
em contato com a mãe, Elizangela De Bona, através do 9697 0518. Você pode ainda
fazer um depósito:
Anderson Medeiros da Silva
Bradesco
Agência 6214-6
Conta 1549-0
Bradesco
Agência 6214-6
Conta 1549-0
Matéria publicada em abril de 2015, no jornal Cidade Notícias.


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